terça-feira, 28 de outubro de 2008

humano



OMC – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO COMÉRCIO
A liberdade
Voa com a condor
Usa máscara
(Shwab - A Bayer é uma empresa multinacional alemã, com sede em Leverkusen, que atua como indústria químico-farmacêutica nas áreas de saúde, alimentação, polímeros, química e agrícola, na formulação de inseticidas, fungicidas e herbicidas, sementes transgênicas etc. É uma empresa alvo de protestos em muitos lugares, por agredir e causar problemas à saúde e ao meio ambiente. No dia 17 de junho de 2008, o Greenpeace internacional divulgou um ranking no qual classifica as principais empresas fabricantes de pesticidas de acordo com os riscos que seus produtos representam para a saúde humana ou ao meio ambiente e que é liderado pela multinacional alemã Bayer. De acordo com o Greenpeace, a Bayer é seguida pela suíça Syngenta, pela americana Monsanto, pela alemã BASF e pela americana Dow Chemical, todas líderes no mercado de fitossanitários.)


INSTITUIÇÃO MILITAR
Na festa
A máscara caiu
Ao esbarrar com a liberdade
(Ling - Em seu sítio da internet a CrimethInc se auto-descreve como um lugar onde “o secreto mundo do/as ladrões de loja, desordeiro/as, fracassado/as, desertore/as, adúltero/as, vândalo/as e sonhadore/as... convergem para formar passagens para novos mundos onde o roubo, a trapaça, a guerra, o aborrecimento e por aí adiante são simplesmente absoletos. “)

história




MONÓLOGO DA ALCA
Na Avenida Paulista
Guerra campal
Cria e busca raízes
Ancestral
Em que tudo e de todos
E não de uns poucos “Racional”
(Spies – Anarquistas reivindicaram na terça-feira, 2 de julho, a responsabilidade pelo assalto de um supermercado no bairro de Nea Smyrni, em Atenas. O ataque partiu de um grupo de cerca de 20 pessoas, todos encapuzados e de capacetes, que entraram rapidamente no supermercado, carregando quilos de alimentos e gritando palavras de protestos. As mercadorias roubadas foram distribuídas em praça pública, entre imigrantes, desempregados e pessoas carentes. Esse é o quarto "delito" do tipo durante os últimos 30 dias na capital grega. A polícia foi notificada algum tempo depois do incidente pelo gerente da loja, mas nenhuma pessoa foi detida. Logo depois do ataque repentino, um grupo anarquista anunciou pela internet a autoria da ação, que estavam promovendo "a distribuição livre de mercadoria".)


MONÓLOGO DO CONDICIONAMENTO
A pequena ruela
Foi condicionada a servir
Mesmo assim
Fugiu para discernir
(Engel - Antes da civilização existia um amplo tempo livre, uma considerável autonomia e igualdade sexual, uma aproximação não destrutiva do mundo natural, a ausência de violência, nenhuma instituição mediadora ou formal, e uma saúde vigorosa.)


MONÓLOGO Dx ANIMAL
O animal “irracional”
Inteligentemente caminha pela floresta
Sentindo y observando sua realidade.
TOQUE.
CHEIRO.
SABOR.
VISÃO.
RUÍDO.
Sua evolução é harmoniosa
Sente o cheiro.
Escuta o estalar dos galhos.
Observa a pequena minhoca observando fora da toca.
Come o fruto em que a semente faz as árvores caminharem na floresta.
Toca as folhas que são energia pra terra.
Observa o horizonte.
SENTIR A REALIDADE.
A Terra permanece “eterna”.
O animal “racional”
Caminha pela floresta sentindo y observando sua realidade
Condiciona o cheiro Cala a voz
Mumifica a beleza em artificialidade comprada nas ruas.
Padroniza o estalar dos galhos.
As minhocas vendem-se para pescar outro ser
Observa cifrões em ke tudo parece ser tudo.
Toca concreto, produz muito lixo, prazer de dor y sofrimento
E finaliza a existência.
Volta o filme
Finaliza sua existência y a de outros que nem amigos são.
“O animal só trabalha quando necessita de alimentos e diverte-se quando satisfaz essa necessidade” o “animal” só diverte para descansar e voltar a prisão que lhe da o nome de Trabalho.
(Fischer - “O fato de as pessoas roubarem aparelhos de som e de TV, em vez de comida, mostra que elas foram convencidas de que uma vida melhor é ter mais dinheiro e mais mercadorias”.)

recorte



MONÓLOGO DO LOBISTA
Meu umbigo
É só meu
E eu é que importa
A porta
Pago para entrar.
Não importa o que fizeres
O mais importante são meus bolsos
(Blue Pike – no pequeno riacho. Sente o ódio do racional por ele)


MONÓLOGO DO TRABALHO. SEGUNDA-FEIRA. VIVA A PREGUIÇA. QUEM SE ENRIQUECE?
Hoje eu tive um sonho
Vi revi e vi
Vi novamente com esses olhos em que os filhotes de abutres ão de comer;
Os vereadores cortando cana no sol de verão.
O suor correndo pela sua face em que a folha da cana, lhe presenteou com um corte; Os governadores limpando latrina pública.
Onde o cheiro se vende em supermercado enlatado;
Os rockefelers se lambuzando na lama pra salvar os siris da exploração Que se pá, alguns siris furem-lhes os olhos (risos);
Os presidentes quebrando pedra nas pedreiras
Seu almoço, farinha y sopa de pedra;
Os parlamentares, deputados e senadores e políticos partidários trabalhando em carvoarias para comer pregos;
Os donos das multinacionais limpando fezes dos cavalos e só tendo uma hora de almoço;
Ah! O Ronald Mc câncer replantando o que devastou na enxada;
Os latifundiários plantando feijão no sol.
Capinando a lavoura para todxs.
Ah! Depois receber apenas para comer e tomar uma pinga;
Os playboys catando latinha de alumínios para manter seus status quo de comer; Os burgueses, chefe de estado, generais, autoridades...
Que vão cortar branqueara na Bacia Amazônica;
E todos os privilegiados derrubando as cercas que eles mesmos construíram.
Cinco horas Tenho que ir.
(M. Bakunin - As crianças não são propriedade de ninguém, nem de seus pais – mães, nem da sociedade onde vivem. Elas não são se não propriedade da liberdade)


MONOLOGO DA BOCA
(“...vê tudo e não vê nada. Escuta y fica calado...” O federal. Interpretado por Bezerra da Silva)
Um beijo na Acob para começar
O Carpem Diem.
Entrelaça-se espalha
Como palha com cheiro de sitio
No pé da serra onde o vento lê o cheiro de cada noite y dia Lá no canto Imperceptível Para os olhos
Masturba-se
A pequena aranha
(Pombo-passageiro - Nós sentimos ke cada aspecto do ke pensamos e do ke somos precisam ser desafiados e permanecer flexíveis se quisermos crescer.)

ínvio




NA CAMA
Dois seres se lambuzam em trocas de cheiros, toques, olhares, volúpias, suores, animalidades,
No chão a pele vazia emoldura
Esculpida pelo status quo.
A roupa
O varal
O vento balança y assopra
Pedaços de vaidade vazia.
A roupa
Não passa de um esconderijo
Para o reflexo dxs outrxs que importa.(?)
A diferença para você é apenas um pedaço morto sem vida na vitrine da loja ao lado. Onde vende-se mais um vazio que no vazo da vida é cordeiro.
A diferença cumpadi
É a essência da vida terráquea.
Na cama
Na lama
AmA má não importa tá.
O que importa
E se lambuzar Ar Ar Ar...
A Ah ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh gozei!
(Oceano Atlântico – Não adianta respeitar o outro porque ele é parecido, com você. Virtude é respeitar o outro com suas diferenças, porque ele é outro.)


O beija-flor paira no ar
No ar
Paira o projétil
Rockefeller sangra no lar

(Oceano pacifico – Viva La palestina livre!)


O QUE SERIA DO ARCO-IRIS SE A NATUREZA FOSSE RACISTA?
Não seria
Não teria
Não veria
Não existiria
Essa beleza finita por alguns momentos
(Balaenoptera musculus - 23 de novembro/2006, Imola, Bolonha, Itália. – Escritórios italianos da Actelion (um dos principais clientes da HLS) foram atacados com uma “chuva de bombas de tinta”. “Destruiremos a HLS peça por peça, Tijolo por tijolo, cliente por cliente”, dizia o comunicado.)


Urbano atira
Em direção ao terráqueo Sharon
Ke jaz

Oteb - 3 de outubro/2006, Silver Springs, Maryland, E.U. – Um novo grupo autônomo reivindicou um ataque ao centro de recrutamento militar local, onde varias janelas foram partidas e as fechaduras as foram coladas. Sabotadores anti-guerra muitas vezes atacam centros de recrutamento militar, que consideram ser o calcanhar de Aquiles da “máquina de guerra”.)

quadrilha da fumaça




MOCAMBO ATRÁS DO RELOGIO DE PAREDE
numa pequena rachadura OBSERVA.
CALADA y MUDA
A espera do sublime profanar da madrugada
Para observar
Observar a navalha
Que rasga A garganta Tatuada Na LAGARTIXA.
Cafumango
Virou mocambo
E assassinou
O ditador que existia em si mesmo.
(1000 cruzeiros – 1993 - 4 de dezembro/2006, Lisboa, Portugal – O ministério da ciência, tecnologia e do Ensino superior foi atacado com molotovs. O grupo “choque Anti-tecnológico” reivindicou a responsabilidade, lançando um comunicado afirmando que a “biotecnologia e a nanotecnologia são sinônimos do controle social e da devastação da natureza”.)


Urbano voa
Em direção a carcaça de Fidel
O abutre

Nunum - 11 de dezembro/2006, Santiago, Chile – Barricadas em fogo na comemoração da morte de Pinochet. Foi tarde fascista.)


Na plantação do estabelecido
Os punks
Semeiam quebra cabeça

(Piranha - 7 de dezembro/2006 – Bringhton, UK – Uma empresa de armas ke fabrica produtos para os exércitos dos E.U. e de Israel, teve seu sistema de ar-condicionado sabotado e seus 3 principais portões tiveram suas fechaduras danificadas.)


MonÓLOGO Ke arma empunhar?
Sol
Sertão
Um risco no chão
Fez o punhal de Lampião.
(Provocacione - Se existe uma guerra, ainda ke sutil, mas eficaz. Ke arma empunhar?)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

tirinha




Na calada da noite
A muda
Erva daninha (r)existe

(Lisina - “Eu não quero multidão alguma no mundo. Não me importa se elxs se juntaram em nome de religiões, ou em nome de nacionalidades, ou em nome de raças. Com tal, a multidão é feia, e as multidões cometeram os maiores crimes do mundo, porque a multidão não tem consciência. Ela é uma inconsciência coletiva. A consciência torna a pessoa um individuo – um pinheiro solitário dançando ao vento, sim solitário é ensolarado pico de montanha em sua completa glória e beleza, um solitário leão e seu rugido tremendamente belo que ecoa por quilômetros nos vales. A multidão é sempre de ovelhas, e todo o esforço do passado tem sido o de converter cada individuo em uma peça de engrenagem, e uma parte morta de uma multidão morta. Quanto mais inconsciente ele é, e quanto mais o seu comportamento é dominado pela coletividade, menos perigoso elx se torna. Na verdade, elx se torna quase inofensivo. Elx não pode destruir nem mesmo sua própria escravidão. Pelo contrário, elx começa a glorificar sua própria escravidão – sua religião, sua nação, sua cor. Essas são as suas escravidões, mas ele começa a glorifica-las. Como individuo elx não pertence a nenhuma multidão. Toda criança nasce como um individuo, mas raramente um homem morre como um individuo. A tarefa é fazer com que você encontre a sua morte com a mesma inocência, com a mesma integridade, com a mesma individualidade que você tinha ao nascer. Entre o seu nascimento e a sua morte, a sua dança deveria permanecer um consciente, um solitário alcançar as estrelas... sozinho, incorruptível – um espírito rebelde. A menos que você tenha espírito rebelde, você não tem espírito algum. Não existem outros tipos de espírito”)


A erva
Esculpi-se com a única lei fixa no universo.
O movimento.
Daninha

(Fenilalanina - 14 e 15 de julho/2006 – Barcelona, Espanha – Um edifício da Unipharma, cliente da HLS (que mata centenas de animais por dia em testes laboratoriais), foi visitada durante a noite, tendo sido deixadas escrito as siglas de Animal Right Militia e as da HLS riscadas. As casa do responsável pelo estabelecimento e diretor do controle de qualidade da Unipharma também foi visitada: foi deixada uma nota especial, assinada pela ARM, avisando que se a sua empresa não deixar a HLS, ele pagará as conseqüências. Aos vizinhos foram deixados bilhetes onde explicava o que seu vizinho faz para ganhar a vida.)

libre




Cansada
A pequena borboleta
Pousa na expropriação Bancária

(Ned – As máquinas são inimigas! Destrua as máquinas até ficarem em ruínas, sem um grão de piedade! E das ruínas, um bilhão de flores irão florir.)


CARTAZES
O que seria do arco-íris se a natureza fosse racista? – poste da Avenida Luis Pereira Barreto esquina com a Rua Afonso Pena. Lá estávamos nós. Sexta-feira. A Lua tatuada no céu e no meu braço esquerdo fazia sua apresentação nessa noite regada à transpiração, inspiração y conspiração. Zumbi na contenção e na correria segura os cartazes. Eu na cola e no pincel. Juntos percorríamos o centro da cidade fazendo nossa parte no combate ao racismo e a homofobia. O cartaz feito por nós mesmos no faça você mesmo. Duas imagens. Duas flores. Uma rosa outra margarida. Segurando a rosa uma mão feminina negra, a margarida uma mão masculino branca. No final do cartaz escrito “O ke seria do arco-íris se a natureza fosse racista?” e mais embaixo “Não importa a cor nem a opção sexual, somos todxs terráquexs!” Os postes, muros... Nossos amigos se encarregavam de expor nossa antiarteação para xs terráquexs do outro dia. Colávamos e caminhávamos, colávamos... Nossos sentidos armados, quando Zumbi me disse: --- Dandara olha quem vem lá? --- Hummmm.... fudeu! – Olhei e avistei a policia. Caminhamos como se nada tivesse acontecendo. Zumbi mais que depressa fechou a mochila com os cartazes, eu escondi o pincel ainda molhado em meu bolso esquerdo. Fingi estar bebendo, pois a cola estava em uma garrafa de refrigerante, essas de dois litros parecia batida de coco, pois a cola foi feita a base de água e trigo, para despistar. A viatura foi se aproximando até chegar junto a nós que estávamos na calçada. --- Ei vocês, o que estão fazendo? – disse o policial. --- Nada, apenas andando um pouco. Curtindo a noite. – respondeu Zumbi. --- Então vão curtir a noite na casa de vocês. --- Seu policial, só estamos apreciando a noite. --- O que!? Negão ta me desafiando? Vaza os dois, antes que eu me irrite e dou um “sacode” em vocês. Depois desse ultimato caminhamos de volta para casa. A viatura nos seguia. Quando chegamos em nosso bairro não mais avistamos a viatura. --- Zumbi o que vamos fazer com o resto dos cartazes? --- Não sei... Ou melhor, sei! Vamos colar todos eles La na base da policia militar lá perto do Centro Comunitário. A noite foi-se. O Sol ressuscitou. Sete e quinze da manhã, eu com minha bicicleta indo para o trabalho mudei meu caminho só para passar perto da base. Ao passar vi um policial arrancando ou tentando arrancar os cartazes.

ferido




ABUSO SONORO
Minhas crianças
São de laboratório
Resultado final: Consumidora
(Anigav - NOS ENSINAM A SER OBEDIENTES OU SEJA DESDE CRIANÇAS APRENDEMOS A QUE TENEMOS QUE QUEDARNOS COM LOS BRAÇOS CRUZADOS Y ACATAR TODO LO QUE DICEN LAS AUTORIDADES; Y QUE COMO JÓVENES QUE SOMOS NUESTRA ÚNICA PREOCUPAÇÃO TRABALHAR PARA UMA EMPRESA GRANDE Y TER DINHEIRO, CASAR Y VIVIR TRANQUILO ESSE É O SISTEMA DE VIDA QUE QUEREM QUE ADAPTAMOS ESTUDAR ALGO HOY EM DIA ES MUY DIFICIL PORQUE LOS CENTROS DE ESTUDOS SÃO MUITO CARO Y SOLO ALGUNOS LOGRAN CONSEGUIR ALGUNS TRABALHO Y LOS OTROS SE DEDICAN A TRABALHAR EM OUTRA COSA PERO LOS KE LOGRAMOS APRENDER ALGO MAS PODEMOS USAR LO A FAVOR DE OUTROS COMPANHEIROS KE TENHAM PROBLEMAS COM LA LEY, O DE ALGUMA ENFERMIDADE O ALGUN OUTRO OFICIO Y BUENO ENSINAR A LOS KE NÃO SABEM CREAR CENTROS DE ESTUDOS LIBERTARIOS A FAVOR DE LOS COMPAS YA KE NUNCA SE DEJA DE APRENDER Y ASI NOSOTROS ENSINAR Y APRENDER TAMBÉM COM ELLES.)


Monólogo dos banqueiros
Vírus
(Arginina - José do Carmo Silva, vulgo Dodô, 34 anos. 07/3/2003, Marabá(PA). Assentado. Assassinado a tiros em uma emboscada. Motivo: Denúncias feitas por Dodô dando conta de desvio de verbas do Incra. Dois suspeitos, uma foi presa em flagrante, enquanto o outro continuava foragido mais de três anos depois.)


Pássaro mudo
Um pequeno Tizil brincava numa cerca de arame sangrado
E disse ao vento que lhe perguntou porque não canta mais ao brincar?
E o pequeno Tizil respondeu com gestos
Dizendo ke de hoje em diante resolvemos não mais cantar
Pois nosso canto nos fez aprisionar
(Kaos reality -Pessoas passam fome na Índia enquanto a indústria de cereais importa comidas para cachorros para a Europa. Pessoas passam fome no Leste da África enquanto os agricultores exportam feijões para o centro do Império. Pessoas passam fome na América do Sul, enquanto nas fazendas de subsistência se exporta grãos de café para os Estados Unidos, para saciar o vício americano pela cafeína.)

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

quadrinho




Monólogo da vida em fábrica de controle
A peça
Construí-se com o tempo
Vago
E foi-se com o vago tempo
Abandonar as engrenagens
(Tataw - 18 de março, Londres, UK – Um escritório do Partid Trabalhista (do Primeiro ministro inglês Tony Blair) foi vandalizado e pichado com a mensagem “Sua Guerra, seu Terror”, na véspera do quarto aniversário da guerra no Iraque.)

Monólogo do pássaro mudo
Era de aquários
Os peixes se reúnem para deixar a água;
Na pequena floresta de cinco árvores
Os pássaros se reúnem para ter orgasmos com suas composições
Uma vez por semana
(Difekto - 29 julho/2006 – Gosport, Inglaterra – A ALF libertou 9 cabras do centro de ciências humanas (onde são esmagadas em simulações de pressão de grandes profundidades do oceano). A companhia queixa-se dizendo que os testes são necessários para construir submarinos militares.)

sem deuses




No alto
Da montanha
A raiz da cannabis sativa
Ativa a mente das toupeiras

(50 centavos – 1975 – Emenagogos – Promovem a regularização do fluxo menstrual: melão, cenoura, couve, salsa etc.)


O sapo alegremente
Pulou de um e desviou-se do outro
Braços estendidos.
Meus pulsos jaziam o rubro rio da vida
Num suicidado pela sociedade
(Nauá - Ficaram famosas as “missões religiosas” americanas, que atuaram muitos anos no interior do Brasil, a pretexto de evangelizar índios e caboclos, mais na verdade fazendo prospecção de petróleo e minerais para grande multinacionais.)


Censura
Não passou
Pelo buraco da fechadura

Nauá - Deixar o cabo da panela sempre voltado para a parede)


NA BOCA
Lúcifer BEIJAVA Deus
UM PEQUENO BEIJA-FLOR
OBSERVAVA.
(Asfixia - Respiração boca a boca. Em primeiro lugar, desaperta-se as roupas do acidentado para permitir uma boa expansão do tórax. A seguir, procura-se e, se for o caso, retira-se de sua boca elementos estranhos como próteses dentárias, sangue coagulados, secreções e outros materiais que possam ser aspirados ou que prejudicarão o principal objetivo, que é manter livres as vias respiratórias. O paciente deve ficar deitado de costas, com a cabeça inclinada ao máximo para trás. O socorrista, ajoelhado, deve então inspirar profundamente e soprar com força pela boca do paciente. Este procedimento não terá sucesso se a boca do socorrista não estiver completamente colada à do paciente e, também, se não tiver o cuidado de manter as narinas do paciente fechadas, apertando-as com os dedos. Para completar o movimento, deixa-se o paciente livre para que expire. Esta manobra deve ser repetida regularmente cerca de 12 a 15 vezes por minuto e mantida até a chegada do socorro médico, ou até que o paciente esteja respirando espontaneamente. O sucesso da respiração boca a boca é observado quando o peito da vitima se eleva durante a entrada do ar soprado pelo atendente.)

floresta




Noite de lua
O sol brilha
Na fagulha do molotov

(Antiúlceras – Estudos recentes revelam que algumas plantas contêm substâncias que fortalecem as paredes do estômago, incentivando o crescimento das células do revestimento das mucosas, o que apressa a cicatrização. Outras substâncias destroem o micróbio Hpylori presente em muitos casos de úlcera. Onde encontrar: banana-maçã, banana-da-terra, bananas em geral, mamão, figo, alho, couve, brócoli, repolho, couve-de-bruxelas, couve-flor, feno-grego, gengibre. Se você sofre com úlcera no estômago, pode experimentar o seguinte: dois dias com sucos crus de couve, brócolis, repolho, de três em três horas. Dois a cinco dias, sucos em jejum e ao deitar; e bananas, de três em três horas.)

putoezia




Piu, piu, piu...
Gorjeia e...
Canta o sabiá bêbado no galho da laranjeira
Enquanto isso na floresta
Os animais se entorpecem
A beira do riacho
Fumando um ganza
Comemorando a poluição
Humana na terra.
(Tataw – depois da ressaca)

Uma criança de 8 anos
caminha em direção
a um cálice de ácido...
Enquanto isso na selva
As formigas fazem o mesmo.

(Tataw – o viciado em formigas)

“me sinto as vezes... Espelho”
(Alves – o espelho)


Encontrei meu equilíbrio observando a loucura refletida no espelho logo de manhã
Além dela, também encontrei bocas em meus pulsos.
(Alves – o sarcástico matador de pulsos)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

foda-se



MONÓLOGO TUDO É CONTROLADO
O sol
Foi substituído pelo tic tac do relógio.
A lua
Foi substituído
Pelo relógio
(Indóis – Os estudos relevaram uma atividade específica dos indóis contra o câncer de mama e cólon. Onde encontrar: brócolis, couve, couve-de-bruxelas, couve-flor, agrião, rabanete, nabo, couve-rábano – a chamada família das crucíferas.)


A caneta
Sorriu ao ver chegar-me
Com as mãos tremulas para abraçar-lhe

(Beta-caroteno – extraordinária força para o sistema imunológico no combate ao câncer e aos radicais livres. Estudos recentes revelaram que portadores de câncer no pulmão, estômago, esôfago, intestino e útero possuem baixo nível de beta-caroteno no sangue. Onde encontrar: Nas plantas de folhas verde-escuro e laranja escuro. Na cenoura, batata-doce, couve, rúcula, espinafre, brócoli, damasco, abóbora, manga... Prefira vegetais de folhas escuras e laranja forte. Também está presente em chás de ervas verde-escuro. O cozimento rápido não destrói o beta-caroneto.)


Outono. Primavera caminha lentamente. Paris. Depois de ter passado dois dias escondida nos esgotos. Voltou a fazer sangrar os acionistas da empresa Monsanto Company.
(Giorgio Rodríguez (Espanha): detido na mesma operação que Cláudio. Ainda que no momento do tiroteio não se considerava anarquista, sempre foi próximo ao movimento. Dos três que foram feridos, ele foi o de estado de saúde mais grave. O projétil que lhe atingiu o colo lhe rompeu três vértebras cervicais, afetando a medula e inicialmente provocando sua paralisia total. Atualmente padece de uma paralisia parcial, ainda têm alojado a bala no corpo, a qual lhe produz intensas dores e as têm conseguido controlar graças a um companheiro de cela que lhe está ensinando yoga, e não as autoridades penitenciárias. Escreva-lhe: Giorgio Rodríguez, C.P. de Topas, Ctra. Nac. 630, Km. 314, 37799 Topas, Salamanca, Espanha.)

barricadas




OTROBA
No inefável mundo das letras
A palavra tem o direito de escolher
Y o beija-flor
De não mais beijar
No inefável mundo
Das flores.
A proibição do aborto
Assassina minha liberdade
(Bárbara – “As vantagens que a Humanidade pode esperar do progresso técnico são tão só migalhas caídas de um orgiástico banquete de destruição que, só este século, sacrificou mais vítimas que qualquer outro período histórico”. – Murray Bookchin)


MONÓLOGO DAS ARVORES
O poeta chora
Pois sua putoesia
Mata a FLOR.
RESTA apenas a dor
De não mais escrever
Nas árvores de papel.
(Arabrab - Não precisamos de padres, nem de juizes)


MONÓLOGO DAS FORMIGAS
A solidariedade não está em seu dicionário
Está no seu cotidiano
Que caminha lentamente
Para o bem coletivo.
(Quercetina – É um flavonóide poderoso anticâncer. A quercetina age inibindo as enzimas que provocam o crescimento dos tumores, é antiviral, antiinflamatória, bactericida, inibe a histamina, auxiliando na detenção de alegrias. Atua evitando a oxidação do colesterol, protegendo as artérias e o coração. Também apresenta efeito anticoágulos sanguíneos. Onde encontrar: Cebola roxa, brócolis, abóbora amarela e uva preta, roxa e vermelha. O suco de uvas escuras também apresenta quercetina. O cozimento não a destrói.)


MONÓLOGO QUE OS POETAS MORTOS DEIXEM SEU LUGAR PARA OUTROS.
A idolatria foi assassinada pelo inefável
A poesia foi assassinada pela putoesia
E os poetas mortos por nós
(Ubiquinol 10 – Potente inibidor da oxidação do colesterol LDL. Onde encontrar: nozes, soja, sementes de gergelim, pistache, amendoim.)


MONÓLOGO DO ESPECTADOR
Terráquexs
Bem vindo ao pior espetáculo da vida
O fim
A morte
Do espectador
(Katarro Bruto - A vida é um grande teatro. Seja ator/atriz de sua própria vida. Seja você. Faça você mesmo a diferença. Não seja um(a) morto(a) vivo. O pensamento e a ação tem que andar juntos. Viver na simplicidade, não significa nenhuma tortura. Consumir o necessário é preciso. Pense você ta matando o caminho para OS Outros caminharem não pense que vc esta só e que o conforto não compre sua revolta ou você esta junto ou esta contra se liga porra)


MONÓLOGO DA CRISE DA DEMOCRACIA
Os debaixo resolverão se mexer na noite de quarta
Acabar com a passividade de todas as noites
Os de cima gritaram que a crise começou no dia seguinte
(Duda-“criar o que não existe ainda deve ser a pretensão de todx sujeitx que está vivx” – Paulo Freire)

buraco




MONÓLOGO DAS CÉLULAS QUE MANTÉM O ESTADO
Família,
Uma ilha que é cercada por padrões no pequeno vão da porta jogada nos lixões
Da mente humana.
Igreja,
Uma máscara em que o onipotente
É impotente
E não é presente.
Cartório,
Um oratório de controle
Casamento,
A união imperfeita de dois isolamentos
(Oteb - Viva a bicicleta! Viva a caminhada! Viva a Natureza!) MONÓLOGO DE “ATÉ QUE

A MORTE OS SEPARE”. Só... Só... Só com os anticorpos.
(Nauá – sejamos anticorpos)

O pequeno parafuso
Numa noite dessas
Abandona a engrenagem
(Equinácea angustifolha
– Cansada da rotina. Resolve não mais voltar a trabalhar)


No poste
A pequena Bem-te-vi
Observa-me

(Jão-de-barro – Vi te bem!)

centopeia



Na curva
A uva molha a garganta
De dois tizius

(Glutationa – Importantíssimo agente contra a oxidação do colesterol, fornecendo proteção contra as doenças do coração, catarata e asma. Possui grande poder para inibir substâncias cancerígenas e desintoxicar o organismo de poluentes. Em testes de laboratório a glutationa revelou efeito ativo contra o vírus da Aids. Onde encontrar: Brócoli, couve-flor e tomate crus. Abacate e melancia formam uma dupla campeã em quantidades desse antioxidante. O cozimento prejudica e destrói a glutationa. )

SOLIDÃO DAS FLORES
O vento
Trouxe-me o futuro
Num pequeno gesto em que só as narinas perceberam.
A humanidade
Afoga-se num grande lago de ódio
Na impenetrável floresta que é a vida
As flores inclinam para dizer ao vento
De sua solidão Inefável.
(Corvo - dedicados à memória dos "Golfinhos do Rio Yangtze" que, por causa da ganância dos humanos, nunca mais irão divertir-se nas águas de nosso planeta azul.)


MONÓLOGO DA VIDA MORTA
A sua Ou A minha?
(Licopeno – Recentes pesquisas apontam o licopeno como anticancerígeno, principalmente ativo nos casos de câncer do pâncreas. Alguns pesquisadores afirmam que o licopeno é mais ativo contra o câncer que o beta-caroteno. Onde encontrar: tomate, melancia e um pouco no damasco.)

LA AFINIDAD ES UM ARMA INQUEBRANTABLE
Na construção da liberdade
O pequeno beija-flor
Mistura o barro.
(Jão-de-barro – As afinidades são uma arma inquebráveis)


MONÓLOGO DA MUNICIPALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO
No canto da sala de aula
Quieto
Permanece a pequena aranha
Admirado em ver tanta hipocrisia.
(Oceano Pacifico – Aprender/Ensinar é uma arte de troca)


MONÓLOGO DA PENA DE MORTE
Múmia
Uma pequena flor
No jardim de farpas
Foi condenada por suas farpas
Virarem centelhas.
(Oceano Indico – Viva Zapata)

balão



López. Grafiteiro. Artista plástico. Amante de todos os seres. Hip hop na veia. Caminha pela rua lentamente com seu baseado aceso na mão esquerda. Na direita ainda sobrevive o cheiro de pólvora. Volta ao passado. No portão de casa sangra com um tiro na teste um adorador do nazifascismo.
(Tomasz Wilkoszewski (Polônia)- : jovem anarquista polaco condenado em 1996 a 15 anos de prisão, por resistir ao ataque de um neo-nazi, durante a muvuca de Wilkoszewski matou um neo-nazi em legítima defesa, mas o fato de ser humilde e não contar com uma boa defesa contribuiu para que fosse sentenciado como homicídio intencional sendo a legítima defesa uma causa de inexistência da pena. Escreva-lhe: Tomasz Wilkoszewski, Zakład Karny, Ul, Orzechowa 5, 98-200 Sieradz, Polônia.)


O projétil saiu lentamente do cano da arma e amiga de Bolla. Idade trinta e oito. Observa todo ambiente. Um milésimo de segundos acertou e sangrou Lê Pen.
(Pedro José Veiga (Portugal): é um jovem anarcopunk que se encontra preso em um cárcere de Linho, acusado de homicídio, de individuo que alugava a casa para a sua mãe, os fatos ocorreram sob estranhas circunstâncias, já que Veiga disparou contra o sujeito logo que este agredia sua mãe. Escreva-lhe: Pedro José Veiga, Nº 610 ALA A, E.P. Linho, 2710 Sintra, Portugal.)


No pequeno toca fita rolava Tumor da Alemanha. As moscas pousavam algumas vezes na colher suja de doce de abóbora. Da janela se observava toda comunidade do morro das mulheres guerreiras. Em cima de mesa um fuzil G3 suspira fumaça depois de cuspir algumas balas que acertaram o alvo. O alvo o Papa Nazifascista.
(Presos do Ungdomshuset (Dinamarca): agora em 2007 no mês de março passado, as autoridades do país nórdico desalojaram a emblemática “ocupa” Ungdomshuset (Casa da Juventude), espaço autogestionado mantido pelos antiautoritários desde a década de oitenta e vendida pelo Estado a uma seita religiosa sem a autorização de seus legítimos proprietários. A defesa do centro social se manteve durante uma semana e teve o saldo de 600 pessoas detidas de todas partes da Europa, que se mobilizaram para defender o espaço livre. Atualmente 39 pessoas se encontram detidas sob gravíssimas acusações, que vão desde resistência a autoridade a tentativa de assassinato. Escreva-lhes: ABC, Postbox 604, 2200 Copenhagen N, Dinamarca. Ou pelo e-mail: info@blackcross.dk)


Paula. Cinco dias entocada no meio do mato. Regada a coletora, caçadora e alivio de prazer cumprido. Presidente da Chevron. Cinco dias em estado de putrefação no meio do mato. Regado aos vermes que não se sensibilizaram.
(Carlos Gómez García (Espanha): anarquista com mais de 40 anos e 20 deles na prisão. Ele protagonizou várias ações dentro das prisões para demonstrar o tratamento desumano em que vivem, entre elas está a de haver se cozinhado a boca e amputado um dedo (janeiro de 1998) e em outro momento auto amputou outro dedo e as veias diante das câmaras de televisão. Escreva-lhe: Carlos Gómez García, C.P. Villabona, Finca Tabladillo Alto, 33480 Villabona, Xixón, Espanha.)


No circo o elefante cansado de ser torturado para torturar as mentes dos receptores, resolve torturar o seu torturador, que o assassina com medo de ser assassinado. O torturador sorri e o torturado lamenta em saber que ainda existe irmãos que são torturados.
(Laura Riera (Espanha): Laura é uma companheira anarquista detida em 2001, quando só contava com 21 anos e condenada a sete anos de prisão, por colaborar com informação com a agrupação armada basca ETA. Laura que durante muitos anos foi uma forte ativista da Assembléia de Okupas de Terrassa (lugar próximo a Barcelona) e membro do sindicato libertário CGT (Confederação Geral do Trabalho) era conhecida nos ambientes contestatórios por sua tenacidade e compromisso na luta. Durante o julgamento Laura demonstrou que sua confissão foi produzida pela constante violência e torturas por parte da polícia. Escreva-lhe: Laura Riera Valenciano, Centro Penitenciário de Valencia, Ctra, N-340, km. 225, 46220 Picassent (Valencia), Espanha.)


Joana amante de Casio que é amigo de Tereza que é amante de Flávia que transa com Francisco que gosta de Joaquim que ama Maria que transa com Brad que gosta de will que assassinou a sangue quente o presidente da Repsol.
(Juan José Grafía (Espanha): anarquista ibérico, preso desde 1987. Acusado de assaltar um banco e matar dois policiais. Passou a metade de sua pena no regime FIES. Escreva-lhe: Juan José Garfia, C.P. Córdoba, Carretera Almadén s/n., 14071 Córdoba, Espanha.)


Laura cansada de ser escrava do lar. Abortou sua família e caminhou pelas ruas da Itália lentamente até chegar na casa de Wilma. Juntas abortaram a Itália e caminharam lentamente até a Espanha. Lá encontrou Mara que juntas expropriaram a casa da moeda.
(Núria Portulas (Espanha): No dia 7 de fevereiro deste ano, a companheira anarquista Núria, foi detida em Girona, sob a “Lei Antiterrorismo” se lhe acusa de ter literatura anarquista, escrever a presos e de manter uma caderneta com endereços de companheiros anarquistas da Itália, já que se dispunha a mudar-se a dito país para trabalhar, sua incomunicabilidade, detenção e traslado demonstra a arbitrariedade do Estado espanhol e suas ânsias de querer controlar os movimentos sociais, já que nenhuma das justificativas para seu encarceramento são delitos. Escreva-lhe: Núria Portulas Oliveras, Centro Penitenciário Madrid, AP 200 Colmenar Viejo Modulo 12, 28770 Madrid, Espanha.)


Cibele lava as mãos na pia do banheiro. Rodoviária de Birigui. Ichtar lava as mãos na pia do banheiro. Rodoviária de Guararapes. O que sobrou de Astarté foi apenas uma poça de sangue na rodoviária de Araçatuba. Astarté policial que assassinou Réia amiga de Cibele e Ichtar. Anarquistas e antiautoritárias.
(Sergio L.D (Espanha): anarquista ibérico detido durante a Cúpula Européia de 2002 em Barcelona. Desde essa época não foi julgado e enfrenta a uma acusação de quase sete anos de prisão e uma multa de 1 milhão e 3,5 milhões das antigas pesetas, que lhe cobra a acusação particular (C.C.O.O., Fincas Corral, Banco Sabadell) e o Ministério Fiscal, aonde La Caixa, Bancaja, B.B.V.A., Banesto e Viajes Transglobal, pedem responsabilidade civil. Sua detenção ocorreu quando andava de maneira pacífica e foi detido por quatro policiais encapuzados e infiltrados na manifestação, foi torturado na delegacia de forma física e psicológica. Escreva-lhe: contralatorturapolicial@hotmail.com)


“Roubar um banco não é crime, fundá-lo é” – rabisca na parede da cela quatro. Cadeia pública. Fábio Luz. Preso por expropriação bancária na noite de sexta-feira. Chegou com um fuzil G3 e duas pistolas nove. Entrou no banco e atirou pro alto. Pegou o malote com a grana e saiu caminhando a pé, parou no bar ao lado do banco pediu uma cerveja gelada. Na esquina iniciou o tiroteio contra duas viaturas policiais. Levou um tiro na perna. Não teve jeito caiu. Ao ver a policia se aproximar tirou do bolso o isqueiro e tacou fogo no malote.
(Presos do 4F (Espanha): em 4 de fevereiro de 2006, são detidos depois de sair de uma festa em uma “Ocupa” três jovens imigrantes autônomos. Alex, Juan e Rodrigo depois de um obscuro episódio no qual foi ferido um policial que se encontra em estado de coma. Em mais de uma oportunidade foi demonstrada sua inocência e sua detenção obedece mais a critérios xenófobos que de ordem jurídica. Escreva-lhes: Rodrigo Lanza Huidobro: C.P de Jóvenes, Calle Padre Manjón, 2, 08033 Barcelona, Espanha; Juan Pintos Garrido, C.P de Jóvenes, Calle Padre Manjón, 2, 08033 Barcelona, Espanha. Alex Cisternas Amestica, Apartado de Correos 20, 08080 Barcelona, Espanha.)


MONÓLOGO DO AMOR LIVRE
Livre como a busca de ruptura cotidiana
Livre como a folha que se solta e ousa viajar sem código de barras
Atravessa o muro
Atravessa as fronteiras
Livre como anarquia
(Réia - a morte é mais leve que uma pluma... A responsabilidade de viver é tão pesada quanto uma montanha! – autor desconhecido por mim)


Violenta Dizimação encanta os tímpanos de Junior vocal da banda Masher que faz de seus olhos uma arma para quando o alvo estiver ao alcance de sua Pistola nove. Alvo o presidente da Shell Company.
(Joaquín Gárces Villacampa (Espanha): anarquista ibérico, antigo militante da CNT (Confederación Nacional de Trabajadores) e com mais de 22 anos em diferentes prisões espanholas. Nasceu em Jaca, tem mais de 44 anos. Foi detido pelo envio de um livro bomba, que não explodiu, à embaixada Grega na Espanha, em protesto pela prisão dos “7 de Salônica” durante a Cúpula da União Européia e outras ações de sabotagem. Sofreu tortura durante sua prisão. Escreva-lhe: Joaquín Gárces Villacampa, CP Castellón, Ctra. de Alcora, km.10, 12006 Castellón, Espanha.)


Venezuela. Os “donos” do mundo se reúnem para dividir mais uma vez o Planeta Terra. Shell. Chevron. Crystallex. Repsol. Texaco. Bp. BID. FMI. Etc. Brasil. Belo Horizonte.Na favela Se não há justiça para os pobres que não haja paz para os ricos se reúnem os donos de seu próprio corpo para dividir os alvos que serão abatidos. FMI.BID.Bp. Texaco. Repsol. Crystallex. Chevron. Shell. Petrobrás.
(Igor Quevedo Aragay (Espanha): companheiro anarquista detido na mesma operação e lugar que Villacampa. E acusado pelos mesmos motivos, durante sua detenção também sofreu torturas físicas e psicológicas. Escreva-lhe: Igor Quevedo Aragay, C.P. Brians (MR-1), Carretera de Martorell a Capellades, km. 23, 08635 Sant Esteve Sesrovires, Barcelona, Espanha.)


Emma espirrou. Goldman apertou o gatilho de sua AK47. O presidente da Espanha. Sangrou. Qual foi a senha?
(Amadeu Casella Ramon (Espanha): é um companheiro privado de sua liberdade desde 1979. Desde sua chegada à prisão tem participado em diferentes comitês de ajuda e solidariedade com presos sociais e políticos, também participou na Coordenadoria Organizada de Presos em Luta (COPEL), até que esta desapareceu em função da criminalização pela qual foi submetida. Ainda que não seja um preso anarquista é bastante próximo ao movimento libertário. Escreva-lhe: Amadeu Casella Ramon, C.P. Girona, C/ Menorca, 16, 17005, Girona, Espanha.)


Chovia cápsula no jardim do palácio do planalto. Brasília. Brasil. As formigas, plantas e Cibele gargalhavam. Deputados, senadores e o presidente fazem chover sangue de seus próprios corpos. A pequena baratinha que passava por ali. Ria que só. (Rafael Tomas i Gaspar (Espanha): igualmente a seus antecessores, foi detido na mesma operação policial, é acusado pelos mesmos motivos com a exceção de que lhe é acusado de “planejamento para o assassinato” do jornalista Luís del Olmo, e de um diretor da entidade bancária La Caixa e de um comandante da polícia autonôma Mossos d’Esquadra, além do fato de planejar vários assaltos. Foi torturado física e psicologicamente. Escreva-lhe: Rafael Tomas i Gaspar, C.P. Brians (módulo por confirmar), Carretera de Martorell a Capellades, km. 23, 08635 Sant Esteve Sesrovires, Barcelona, Espanha.)

ilha



MONÓLOGO DO GUETO
O acesso à luz sempre foi para poucos
Fizemos um “gato”
Com a luz no fim do túnel.
(Dino – Na esquina, armado até os dentes. Só na encolha. Observou. Sentiu. Y tacou fogo na arte).


CULTIVO DO SILÊNCIO
Nas plantações de subjetividade
O controle floresce lentamente
O cultivo do silêncio é a semente forte
Onde o plantio do medo
Colheremos amanhã.
(Cubero – Psiuuuuu!!! As paredes tem ouvido)


MONÓLOGO DA PRODUÇÃO INDUSTRIAL
O amor foi assassinado, não existe mais justiça.
Hoje ele permanece calado, cego, surdo y mudo
Numa pequena prateleira vazia no deserto de concreto
A mutação do amor a um produto que sangra
Só para agradar seu paladar de dor y sofrimento
E esse sofrimento, que pra você não é nada.
Nem um simples pensar
E que o nada, vai se transformar em outro produto
Que se chama, morte
De todos
Lembre-se, você também é terráque@
(Fagulha Negra - Somos terráqui@s não mercadorias)


MONÓLOGO DA CENSURA
O caminho que você tomou para chegar até outro caminho
Foi construído um muro, onde assassinam a liberdade.
A sua existência nada?!
A construção de muros
O planejar de obstáculos
A cerca que divide
A fronteira que impede
A grade que prende
A sala do choque
A academia que reprime
A mascara do sinônimo
A mentira do adjetivo
A lapide de deus
O rastejar da evolução humana.
Hoje estou com nojo de mim
Por pertencer a esse universo de “perfeição”.
Arranquei meu umbigo, e dei de comer aos abutres.
Meus olhos dôo para os filhotes de tubarões.
(Maripoza - “O despertar da vida é o despertar da imaginação. A imaginação é a vida em constante modificação” – jacaré)


MONÓLOGO DA UNIVERSIDADE/FACULDADE
Manicômio das letras
Nesse minúsculo universo de crias
Vitrine de manequins que se acham perfeitus
Complexus está do outro lado do balcão
Uma cerveja
A que não apóia rodeios
Grato Amendoim!
(Lelé - A porquinha que caminha livre pelo quintal de Beto. vegetariano - “Hoje as universidades preparam diplomados para formar elites, seitas que por sua vez manipulam profissões, que, lá adiante só mudam as ferramentas, e muitas morreriam de fome nos bancos dos jardins se não contassem com o braço decisivo do trabalhador, a quem negam a possibilidade de estudar e entrar numa história que começa na questão social” – Edgar Rodrigues).


MONÓLOGO DA DESTRUIÇÃO
Eu destruo
Tu destrói
Ele destrói
Nós destruímos
Destruíres-vos
Eles destroem!
Qual o animal que entrara em extinção,
Com essa conjugação verbal?
Todos l@s Terráqui@s!
(J.J.- Chega de se esconder. Comece mudando as pequenas coisas na sua vida, não seja cúmplice de assassinato)


MONÓLOGO DOS TERRÁQUIOS
Ao som da Intestinal Disease(Bélgica)
Aquel@ que habita o planeta água
Que na terra, no mar, no ar...
Se subsistem para não se chocar @ terráque@ human@
Utiliza-se de dor e sofrimento
Se rastejam a passos átomos, na evolução @ terráque@ não human@
Utiliza-se de seus sentidos
E gatinha na evolução!
(Timor Leste - Ao som da Ódio – O golfinho agoniza sem entender porque. Dor. Só para ser transformado em carne de baleia nas prateleiras deu seu cemitério ambulante. Boicote produtos japoneses e peça o fim da pesca de arrastão. O fim da caça as baleias, golfinhos... respeite o oceano)

olhos



MONÓLOGO DA EMPATIA
Lá estava eu, amarrado.
Inerte.
Com medo.
Meus movimentos foram arrancados de mim.
Sem saber o que vai acontecer.
As mãos.
Os pés!
Esticado como um chiclete
Ao qual a criança puxa da boca.
Presa nos dentes
Sem movimento.
Dois, outros seres
Que desde que nasci me tratam com ódio
Queimavam-me com maçarico
A dor, é sem explicação
Minha pele queima
Eu gritava e a palavra socorro
Nem a morte ouvia.
O cheiro, eu queimado.
Outro terráqueo me alimenta
Para me manter vivo
Tudo isso
Tudo isso, só parar testar o seu bronzeador.
Quando tu fores à praia, não queimar a sua pele.
(Porco – as interrogações não são apenas um enfeite, que você usa apenas para agradar os outros. Seja você. Você não é nada. Não é melhor que um pequeno verme que vive das folhas que caem do Obaoba. África.)


MONÓLOGO DA INFORMAÇÃO
Seu?
Teu?
Sua?
Tua?
Meu?
Minha?
Não, de todos!
(Ashanti Alston e Lorenzo Kom’boa Ervin - “Se fossemos originais como no sonho, nossos sonhos seriam realidade” – Jacaré)


MONÓLOGO DO NATAL
Sangue terráqueo
Sofrimento terráquea
Dor terráquea
E lixo terráqueo
(Kuwasi Balagoon - Nessa época, onde se produz mais lixo, onde se assassina nossos irmãos, só para saciar nosso desejo de sofrimento e dor. Fazenda do Balagoon. “Assassino por natureza”. Cria perus para o natal. Rico. Come bem? O peru? Não, o fazendeiro. A sociedade em que vive, acha ele um homem honesto. Dani. O peru. Vive junto com vários outro. Num galpão onde cabe dez mil aves. Só que ele sabe contar e até ontem subsistiam com mais cento e cinqüenta e três mil aves. Quando chega o final do ano. El@ chora no canto, quando assim consegue se aproximar, pois são tantos irmã/os. Sabe que vai morrer. E sua morte será lenta e dolorosa, só para saciar um desejo de morte e hipocrisia humana).


MONÓLOGO DO ANONIMATO
Mais vale uma poesia voando
Do que várias num pedaço de lixo em que as árvores não possam ler.
Mais vale um texto rachando o asfalto
Do que outros que suavizam a dor e usa máscaras
Mais vale um anonimato
Do que quinze minutos de lama
Não há fronteiras
Não há gênero
Não há etnia
Não há repressão
Apenas contemplação da idéia
Voar da observação
O peidar da destruição pra construção
A morte do senso comum
U todo sem mais nem menos
Não há quinze minutos de fama
(Ao som da Crass – Somos terráque@s)


MONÓLOGO DA CARIDADE DE QUEM ME DETESTA!!!
Ontem, migalhas de pão alimentavam meu egoísmo.
Hoje, migalhas de pão recheado a subjetividade/controle alimentam muito mais!
(Ao som da Nebulo Quidam(Paraíba) – Eufemismo de migalhas espalhadas por entre os vãos dos dentes)


MONÓLOGO DO MUNDO ADULTO NOS DESTRÓI
Papai derrama café no chão
Mamãe lamenta
Mamãe quebra um copo
Papai lamenta
Criança suja roupa
Mamãe bate
Papai bate
(Aral - 1 anos e seis meses – Ao som de Doom – Police bastards)

MONÓLOGO DOS SENHORES EXISTE, PORQUE OS ESCRAVOS ASSIM OS ACEITAM.
A minoria se lambuza
Num mar de lã
A maioria se lambuza
Num mar de lama
(FrancisCO Ferrer Y Guardia – Ao som da Deche-Charge-Canada – só existe pobreza, porque existe riqueza. Se liga!!)

no mas muros




MONÓLOGO DA TELEVISÃO
No deserto de imagens
A sua,
é apenas uma miragem
(A.S. Neil – Morro da Navalha – conspirou uma biblioteca na viela três perto do bar do Tião).


MONÓLOGO DA ESCOLA
As ovelhas aprendem a cor da grade
O piso da jaula tem mais valor
As migalhas são exaltadas.
O sinal anuncia
Que mais um morto-vivo está pronto para consumir o prazer do valor
E não, o valor do prazer!
(Janusz Korczack – Só. Sozinho. Na quadra. Escola Malatesta. Onde a liberdade não se mendiga se conquista! Observa uma minúscula formiga entrar no vão da parede de cimento).


MONÓLOGO DA INTERNET
Cuidado
Estas
Sendo (Des)Conectado!!
(Lobo-da-tasmânia - Com a tecnologia uns ganham e outros perdem, mais os benefícios e as perdas não se repartem igualmente. Graças à moderna tecnologia quem controla o mundo, podem saber o que compramos, o que lemos, de que falamos, com quem, aonde vamos, o que fazemos, nossos amores, nossos ódios, nossos gostos, nossos movimentos etc..)


MONÓLOGO DO PENIS
Quieto
Por entre as pernas
Espera o toque sutil do desejo
(Elis. Telefonista. Pedagoga. Mulher. Um metro e sessenta e quatro de altura. Horóscopo: Calango. Acha que o mundo gira em torno de seu umbigo. Namorada. Trepa pouco. Regina. Computador no “trampo”. Escritora. Desenhista. Descobriu a fotografia. A antiarte. Knup. Apreciadora de pequenas florestas e pontes. Telefonou para Elis, avisando sobre uma sessão de filmes que ia rolar. O contato foi dado. Elis namora Antonio. Regina se relaciona com Nóbrega. (Nauá - Na última fila do cinema. Elis. Regina. Lambuzam-se em toques y cheiros. Os olhos grudado no filme. “Quanto vale ou é por quilo?)


MONÓLOGO DA VAGINA
Quieta
No meio das pernas
Espera o toque sutil do desejo
(Ana – realizou seu sonho de transar com Ono. Ambos lambuzaram-se em volúpias no trabalho. Em cima de mesa do chefe)


MONÓLOGO DO “TEMPO LIVRE”
A sirene anuncia que a jaula foi aberta
A hora certa
Marca a ampulheta
Que o tempo
Foi assassinado
O livre é apenas o tempo para voltar à jaula
(Dodô – ave – foi assassinada pelo tempo humano)


MONÓLOGO DA FELICIDADE
A triste seca de minhas lágrimas
Ao chão, felizes se lambuzam com as gotas do que cai em pé e corre deitada (?)
Ao ver-te brotando novamente
A flor que brota do asfalto frio
Diz-me que a felicidade
Hoje é apenas um produto que amanhã é lágrimas de outros
Ontem, foi apenas à busca constante
No futuro será apenas algo escrito e jamais entendido
A felicidade não é o estabelecido
(Brian A. Dominick – Descobriu que a sua felicidade só estará completa quando o humano deixar de ser apenas seu umbigo)


MONÓLOGO DO SOBRENOME
Sobre?
Ninguém!
Nome?
Nanû
(Coelho – Conhece todos da floresta. Sabe que todos são partes de um todo)


MONÓLOGO DO 1969. Sobrenome.
A partir dessa data
Desse número
Dessa estatística
Abolirei meu sobrenome
ABOLIREI-O E JOGAREI-O, LA NO LIXO DO CEMITÉRIO. LÁPIDE TRÊS DA RUA B SUB 27
Já estou cansado do ser e do ter.
ONDE ESCORRE COM A ÁGUA DA CHUVA QUE CARREGA TRAÇOS TATUADOS
DO RUBRO SANGUE QUE VIAJA.
NO PASSADO SANGRA UM BIPEDE. NA ESQUINA.
DOIS TIROS PERFURARAM A CARNE HUMANA.
Di hoje em diante chamar-me-ei Avles
AO INVEZ DE UMA JUNÇÃO IMPERFEITA QUE ME REGISTRARAM.
DE HOJE EM DIANTE TU É BOI!!
A liberdade acabou
Buscando os caminhos no meu abismo interior cobri e descobri QUE NÃO PASSOU... FICOU!!!
As experiências desse mundo mundano.
E COM CHEIROS que são trocados por padronizações ESTABELECIDOS
Que meu sobrenome não importava mais.
ABOLILO-EIO COMO ABOLI A VERDADE ABSOLUTA DA MINHA VIDA.
Como aboli os estereótipos padrões impostos por um ser especista
E que as estrelas não tem sobrenome.
E QUE AS FEZES QUE PERCORREM O INTESTINO E VAI ATÉ A PORTA DO ANUS NÃO TEM SOBRENOME Nome
Sobre nome
Nome Sobre
Ninguém
(Elefante. Formiga. Prego - Ao som da Desobediência Civil(México) - Três poesias em uma. Depois que você leu a poesias toda, volte e leia as que estão minúscula, depois volte e leia as que estão maiúscula.)


IDADISMO
Se eu tenho 22
Posso te dizer que sou mais responsável
Pois você tem dois.
Se eu tenho 22
Posso te dizer que sou mais responsável
Pois você tem 62
(Aul. 11 anos. Aral 1 anos e oito meses – “Não se poderá jamais aprender a viver se, antes, não se aprendeu a morrer, senão a nossa vida será só uma longa e terrificante espera da morte” – Marcello Bernardi)


O BOI
Rodeio. 20 horas. Pessoas gritando. Ele sem entender porque tantos gritos se a dor era dele. Depois na madrugada, quieto y cansado. Triste. Descobriu que não era a sua dor que todos gritavam e sim a dor do prazer em ver a dor de outro. (Bola – o galo que no quintal de dona Judith cisca calmamente e observa através da porta aberta uma máquina que transmite a imagem de um touro assassinando um parente de dona Judith. Bola ri e volta ao seu pequeno mundo – boicote rodeios).


MONÓLOGO DA FLORESTA AMAZÔNICA
Quanto vale Ou é por quilo?
(Nauá - L@ DESGRACIONNE - Banda formada em 1992 com a proposta de difusão da contracultura knup e da ideologia anarquista. Cauê (baixo e vocal). Cauê foi preso por dois anos por ter expropriado uma agencia bancaria. Morador da favela Dois Tiros. Tem dezenove anos. Escritor. Compositor. Vagabundo. Maconheiro. Nauá (Batera y vocal). Dona de casa. Médica. Knup. Atriz. Diretora. Escritora. Jornalista. Operadora de computador. Desenhista. Putoeta y vagabunda nas horas do tempo que quiser. Passou três anos na cadeia por expropriação bancária. A banda já gravou sua mais nova demo “Expropriar o Vaticano” e está para lançar um split LP com a banda DEUS É UMA MENTIRA da Alemanha.)

prego