sexta-feira, 3 de outubro de 2008

ilha



MONÓLOGO DO GUETO
O acesso à luz sempre foi para poucos
Fizemos um “gato”
Com a luz no fim do túnel.
(Dino – Na esquina, armado até os dentes. Só na encolha. Observou. Sentiu. Y tacou fogo na arte).


CULTIVO DO SILÊNCIO
Nas plantações de subjetividade
O controle floresce lentamente
O cultivo do silêncio é a semente forte
Onde o plantio do medo
Colheremos amanhã.
(Cubero – Psiuuuuu!!! As paredes tem ouvido)


MONÓLOGO DA PRODUÇÃO INDUSTRIAL
O amor foi assassinado, não existe mais justiça.
Hoje ele permanece calado, cego, surdo y mudo
Numa pequena prateleira vazia no deserto de concreto
A mutação do amor a um produto que sangra
Só para agradar seu paladar de dor y sofrimento
E esse sofrimento, que pra você não é nada.
Nem um simples pensar
E que o nada, vai se transformar em outro produto
Que se chama, morte
De todos
Lembre-se, você também é terráque@
(Fagulha Negra - Somos terráqui@s não mercadorias)


MONÓLOGO DA CENSURA
O caminho que você tomou para chegar até outro caminho
Foi construído um muro, onde assassinam a liberdade.
A sua existência nada?!
A construção de muros
O planejar de obstáculos
A cerca que divide
A fronteira que impede
A grade que prende
A sala do choque
A academia que reprime
A mascara do sinônimo
A mentira do adjetivo
A lapide de deus
O rastejar da evolução humana.
Hoje estou com nojo de mim
Por pertencer a esse universo de “perfeição”.
Arranquei meu umbigo, e dei de comer aos abutres.
Meus olhos dôo para os filhotes de tubarões.
(Maripoza - “O despertar da vida é o despertar da imaginação. A imaginação é a vida em constante modificação” – jacaré)


MONÓLOGO DA UNIVERSIDADE/FACULDADE
Manicômio das letras
Nesse minúsculo universo de crias
Vitrine de manequins que se acham perfeitus
Complexus está do outro lado do balcão
Uma cerveja
A que não apóia rodeios
Grato Amendoim!
(Lelé - A porquinha que caminha livre pelo quintal de Beto. vegetariano - “Hoje as universidades preparam diplomados para formar elites, seitas que por sua vez manipulam profissões, que, lá adiante só mudam as ferramentas, e muitas morreriam de fome nos bancos dos jardins se não contassem com o braço decisivo do trabalhador, a quem negam a possibilidade de estudar e entrar numa história que começa na questão social” – Edgar Rodrigues).


MONÓLOGO DA DESTRUIÇÃO
Eu destruo
Tu destrói
Ele destrói
Nós destruímos
Destruíres-vos
Eles destroem!
Qual o animal que entrara em extinção,
Com essa conjugação verbal?
Todos l@s Terráqui@s!
(J.J.- Chega de se esconder. Comece mudando as pequenas coisas na sua vida, não seja cúmplice de assassinato)


MONÓLOGO DOS TERRÁQUIOS
Ao som da Intestinal Disease(Bélgica)
Aquel@ que habita o planeta água
Que na terra, no mar, no ar...
Se subsistem para não se chocar @ terráque@ human@
Utiliza-se de dor e sofrimento
Se rastejam a passos átomos, na evolução @ terráque@ não human@
Utiliza-se de seus sentidos
E gatinha na evolução!
(Timor Leste - Ao som da Ódio – O golfinho agoniza sem entender porque. Dor. Só para ser transformado em carne de baleia nas prateleiras deu seu cemitério ambulante. Boicote produtos japoneses e peça o fim da pesca de arrastão. O fim da caça as baleias, golfinhos... respeite o oceano)

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